terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Meu reveillon foi muito bom. Fizemos uma reuniãozinha aqui em casa com todos que, por motivos variados não podiam ou não queriam badalar. Fomos eu,Namorado, mamãe, um casal amigo de Namorado, a irmã dela que mora na Argentina, a irmã dele que mora em Recife e um amigo da nossa família.
Muita comida, clima despretensioso e paz. À meia-noite todos subiram para o apartamento da minha mãe (contei que ela comprou um apê no meu prédio mas está há quase um mês hospedada aqui em casa porque não acabaram as obras?).
De frente para o mar, dá pra ver todos os fogos. Eu fiquei no apartamento tomando conta de Davi que estava dormindo. Não consegui pedir nada. Só agradecer. Pela família que estou construindo, meu filho gostoso, minha casa, meu marido. Quando fui dar um beijo no filhão, ele acordou. Parecia cena de filme. Os fogos estourando e meu filho nos meus braços, participando, olhando, achando tudo muito estranho. Nos juntamos ao pai e foi beijo pra tudo que é lado.
Porque é isso que eu quero pra minha vida. Aproveitar os bons momentos, não dramatizar os que já são ruins e ver essa coisa linda que é meu filho, crescendo feliz.
E a primeira medida do ano-novo tomei ontem: dispensei meu personal. Não estava dando certo com a vida que estou levando. Ele só pode pela manhã ou à noite e esses são os piores turnos pra mim. Dispensei. Pensei que ia doer mas eu senti um baita de um alívio. Essa semana vou em um estúdio de Pilates pertinho da minha casa.
Porque é assim que as coisas devem funcionar.
Levando a vida leve.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pois é. Acabou.
E eu, lá atrás, no dia 30 de dezembro do ano passado, não tinha noção do que seria 2010, agora sei e estou viva pra contar.

• Resolvi morar junto com o Namorado. Na verdade, ele resolveu por nós. Acordou um dia, disse que estávamos indo pra passar o final-de-semana e quando eu estava instalada disse que agora era nossa casa e casa da minha mãe só de visita.
• Contra tudo todos e o mundo, segurei minha gestação. Dores horrorosas, mudança de estilo de vida. Mas agüentei. Agüentei o fato de não poder ter a “gravidez dos sonhos”, saindo, passeando, viajando e empinando meu barrigão por todo lugar. Tem gente que nem sabe que eu engravidei...
• Reencontrei os laços com minha irmã por um breve período. E foi ótimo. E acabou porque mais uma vez ela optou por viver infeliz ao lado de um homem que nos melhores dos adjetivos é um cafajeste.
• Me decepcionei com a família de Namorado. E engoli a raiva, a frustração, os sapos, porque sei que vou ter que conviver muuuuuuuuito com aquelas pessoas.
• Me casei. No papel, bonitinho. Mudei meu sobrenome e, agora, meu estado civil é outro.
• Eu e Namorado nos perdemos, nos encontramos e tivemos que, principalmente, mudar a dinâmica do nosso amor. Mas a essência, nossa união, nosso projeto de vida de ficarmos juntos não mudou.
• E principalmente: eu nasci. Porque quem nasceu fui eu, junto com Davi. Nasceram meus novos desejos, minhas novas convicções. Nasceu a vontade de cuidar de um ser humano mais do que tudo, de esquecer de mim (coisa que nunca precisei) pra lembrar das prioridades desse miudinho. Nasceu a mãe. Sofrendo, doendo, chorando. Mas nasceu. E a cada sorriso do meu Davi eu peço a Deus pra que eu seja a mãe que ele merece.

No saldo, estou muito bem. Muitas conquistas. Obrigada Universo!!!!
E que venha 2011 pra mim e pra vocês com força,luz e muitas vitórias.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal dando as caras e eu xôxa. Minha irmã deu a maior rasteira em mim e em minha mãe. "Egoísmo a gente vê por aqui".Agora não tô com saco pra contar, mas até minha mãe que sempre desculpou a filha que tem, dessa vez só critica e chora. Enfim...
O Natal não vai conseguir me alcançar.
Mas pra o resto do mundo desejo um ótimo Natal, muita comida gostosa e muita família reunida. Porque família reunida é o que importa.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hoje o dia não tá sendo fácil.Tô cansasa, me sentindo incompetente. Incompetente como mãe, como mulher, como dona-de-casa, como filha, como irmã, como eu. Aliás, onde eu estou?
Não sei.
Queria 24h só pra mim, só pros meus pensamentos. Nunca mais conseguirei. E é esse 'nunca mais' que está me afligindo. Me aflige também o fato de que todas as pessoas que tem filho falam o quanto é sublime, perfeito e blá, blá, blá. Dão banho, arrumam a casa, fazem almoço, com os pés nas costas. E eu? Mal consigo escovar os dentes e trocar de roupa. Será meu Deus, que só sou eu? Penso que sim.
Hoje, pela primeira vez desde que Davi nasceu, consegui chorar. De tristeza. Tristeza por me sentir incapaz.
Incapaz.
é isso.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tõ viva, tõ bem e tô sem tempo. Davi está ótimo e ocupando todos os segundos do meu corpo, mente e coração. Três meses de "ralação" e agora vem a melhor fase. Ele já reconhece as pessoas, já sabe a hora de tomar banho, já ri pro mundo e me dá o olhar mais apaixonado que recebi em toda minha vida. Tô começando a me olhar no espelho, a querer readquir a autoestima. Já voltei a malhar com meu personal. Muito diferente da minha época marombeira. Pegando levinho. Mas tô feliz. Tô ficando feliz...Deve ser o Natal. Ao contrário de muitas pessoas, eu aaaaamo essa época. Me sinto plena, realizada e "com a missão cumprida" em 2010: meu filho nasceu lindo (corujice de mãe), saudável e com a vida toda pela frente.
Quero escrever...mas agora eu tô vivendo e isso está me tomando muito tempo.

Beijos com sabor de carinho e de luz.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Pois é Dana, o cúmulo...não gostei da pregação do Pastor e nada tem a ver com a religião. Ele, que pessoalmente, tem uns conceitos meio equivocados. Entre outras coisas disse que a mulher tem que ser submissa ao homem e que a última palavra é do marido. Só que eu sou esclarecida o suficiente pra saber que isso não é um pensamento da religião.
Se meus sogros tivessem se chateado com isso eu até perdoaria, mas por ser um pastor evangélico? Aquilo foi demais para mim. Estou magoada mas, como diz uma amiga minha, não vou perdoar mas vou aprender a conviver...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quase três meses de Davi. Se existe definição pra o que estou sentindo é "amor que transborda". Amor todas as vezes que vejo o quanto ele engordou nesses meses; o desenvolvimento dele a cada minuto, a cada novo olhar para o mundo.
É muito bom ser mãe.É muito bom ser essencial na vida de outro ser humano. Eu encontrei meu caminho. Eu descobri o que é amor.
Falar em amor...
Me casei sexta-feira passada. A cerimônia em si não foi bonita. Mas recebi a maior prova de amor de Namorado. Não íamos fazer nada. Só o casamento no civil. Estava cansada, morta de tanto tomar conta de Davi. Não tinha tempo pra nada. Escondido, Namorado encomendou um bolo de casamento chuiquérrimo, contratou floricultura (até meu buquê!!!), fotógrafo, chamou nossos amigos e quando eu cheguei lá...estava todo mundo. Lindo. E o mais lindo de tudo foi a felicidade de Namorado. Como ele amou tudo. Foi simples, nada suntuoso mas estava perfeito.
Entramos com Davi nos braços e ele estava uma coisa com camisa social azul de listras brancas.
Só não foi perfeito porque os pais dele, depois do casamento, criticaram bastante. Porque quem nos abencoou foi um pastor evangélico (e somos católicos). Mas eu nem sei qual é a igreja que ele faz parte. Só falou em Deus e no amor. Nem gostei da pregação dele mas achei que dava pra passar, pela energia. Namorado ficou arrasado pelas críticas. Por quem a gente menos esperava. Minha sogra teve a pachorra de dizer que 'aquilo não teve importância nenhuma' e que quando a filha dela casar 'jamais vai permitir'. Com esse comentário, ofendeu minha mãe, qe ficou puta. Todos ficaram estarrecidos com a situação.
E com isso, cresce mais ainda meu estresse, minhas ressalvas a essa mulher.
Difícil. Difícil porque eu gostava dela e, durante muito tempo achava que ela era uma segunda mãe, mas ela vem se revelando uma mulher preconceituosa, interesseira, invejosa. Que tem um filho lindo, que eu amo muito e é por isso que eu engulo trinta sapos por minuto pra não vê-lo triste.