segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A babá continua. Davi gosta dela, marido gosta dela e eu AMO essa mulher. Agora tenho um pouco mais de tempo de ser eu em doses homeopáticas. Ela folga todos os finais de semana. No meu condomínio e no círculo de amigos de Namorado isso é quase um crime. Em nosso 'meio', babá só folga de 15 em 15 dias e, quando isso acontece, eles contratam uma folguista. Cuma?
É isso mesmo. Só que além de não termos dinheiro pra todo esse luxo, não aceito a ideia de não ficar a sós com meu filho alguns dias na semana. Claro que quando Davi acorda as 4h50 e não quer mais dormir ou passa o dia inteiro exigindo braço, eu praguejo o mundo e sonho com uma babá. Só que quando acaba o dia (se é que meu dia acaba) eu me sinto vitoriosa. Porque foi mais um dia educando meu filho, amando meu filho, estando presente na vida dele. Eu não consigo estar bem do jeito que eu quero todos os dias da minha vida. Mando um Salve pra quem consegue. Eu me canso, eu me estresso. Eu perco a qualidade do meu convívio com Davi porque sou perfeccionista. Então a babá serve justamente pra dar um alívio nessas horas.
Mudando de assunto mas nem tanto.
Com essa história de amamentação, Davi está muito dependente. Ele ainda acorda umas seis/sete vezes por noite para mamar.Só que na idade dele era pra ele estar acordando no máximo duas. Sexta-feira tentamos dar o leite industrializado para ele ir 'desapegando' mas ele não quis. Chorou, fechou a boca, foi firme. Conseguimos segurar até a madrugada mas, no final ele venceu. E eu me senti derrotada.
Derrotada porque ele já vai fazer seis meses e vai começar a fase da papinha e da sopinha. E muita criança prefere leite a comida. O que acaba criando um verdadeiro transtorno.
Conversar isso com outras mães é quase um pecado. Hoje rola o maior preconceito contra quem não amamenta. Se você não consegue, rola o maior olhar de desaprovação. Só faltam chamar a coitada de incompetente. Se você já pensa em ir parando quando a criança fizer seis meses (o que é o meu caso), parece que vc é a pior mãe do mundo.
Namorado tem um casal de amigos desse naipe. Acho que comentei aqui sobre eles em algum momento. Namorado é padrinho do filho deles (de 11 meses) e ele será padrinho de Davi. A mulher é a pessoa mais dissimulada que eu conheço. E se é uma coisa que eu nao gosto é disso.
Minhas verdades são inteiras, não existem meias verdades, meio carinho, meio gostar. Não sei lidar com gente diferente (bem feito pra mim!).
Ela é daquele tipo de pessoa que te ofende com voz mansa, te 'enfia uma faca' sorrindo e ainda se faz de boazinha. Eu, que sou bobona, só vou entender as crocodilagens dela vários dias depois.
Exemplo bobo, mas exemplo. De maneiras diferentes ele já disse várias vezes que Davi é feio. Acreditam?
Chega uma hora que eu nem mais escuto ou percebo. Não que ela precise achar lindo (isso cabe a mim)mas não precisa me dizer.
O lance da amamenção dela sempre foi muito estranho. Ela sempre saía muito, só a vi amamentando duas vezes esse tempo todo, Namorado já ouviu uma história do amigo sobre jogar o leite fora logo depois de fazer e ela jura de pé junto que deu de mamar EXCLUSIVAMENTE os seis meses e ele parou total ao oito. Não consigo acreditar.
Ontem, falando com ela sobre a ideia de alternar leite de peito com leite industrializado, ela me olhou com ar de superioridade, disse que achava um absurdo e que com ela não tinha sido assim.
Vá tomar no c%¢!
Fiquei possessa. Fico em dúvida. Me sinto insegura e ela pegou no meu calo. E nem tenho com quem conversar e trocar experiência porque minha irmã nunca amamentou e minha mãe e minha sogra são do tempo que amamentar não era importante.
A única pessoa que amamentou foi minha cunhada. Aliás, amamenta. A filha tem um ano e meio e ainda puxa o biquini dela quando estão na praia querendo peito. E isso, sinceramente, é o fim. Não quero passar por isso. Muito constrangedor.
Que é que eu faço?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

pois é...tô muito bem! ontem meu fofo fez 5 meses e é nítida a evolução do crescimento. super curioso, risonho, saudável.mas saiu ao meu gênio forte e já viu...é um embate diário. quem pensa que essas criaturinhas são bobinhas precisa ter um filho correndo.
arranjei uma babá. minha vida melhorou bastante. a qualidade do relacionamento com Namorado, a qualidade com Davi. consigo repirar um pouco, relaxar e voltar com afeto, gás e principalmente, com paciência. mas a babá fica impressionada como eu ainda fico presente, estou sempre monitorando. as outras patroas deixavam rolar solto. Deus me livre!!!
o filho é meu. ela está aqui pra me dar uma força e não pra criar.
ah, estou no pilates...e me apaixonei. pra quem não gosta da pauleira da musculação, super recomendo. mas vou logo avisando: é tão ou mais pauleira que musculação! só muda o jeito porque é mais tranquilo, menos estressante...e rola uma consciência corporal enorme. todos os movimentos têm uma razão, uma forma. tô adorando.
é isso...deixa eu ir cuidar do meu prícipe.
saudade de vocês....

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Meu reveillon foi muito bom. Fizemos uma reuniãozinha aqui em casa com todos que, por motivos variados não podiam ou não queriam badalar. Fomos eu,Namorado, mamãe, um casal amigo de Namorado, a irmã dela que mora na Argentina, a irmã dele que mora em Recife e um amigo da nossa família.
Muita comida, clima despretensioso e paz. À meia-noite todos subiram para o apartamento da minha mãe (contei que ela comprou um apê no meu prédio mas está há quase um mês hospedada aqui em casa porque não acabaram as obras?).
De frente para o mar, dá pra ver todos os fogos. Eu fiquei no apartamento tomando conta de Davi que estava dormindo. Não consegui pedir nada. Só agradecer. Pela família que estou construindo, meu filho gostoso, minha casa, meu marido. Quando fui dar um beijo no filhão, ele acordou. Parecia cena de filme. Os fogos estourando e meu filho nos meus braços, participando, olhando, achando tudo muito estranho. Nos juntamos ao pai e foi beijo pra tudo que é lado.
Porque é isso que eu quero pra minha vida. Aproveitar os bons momentos, não dramatizar os que já são ruins e ver essa coisa linda que é meu filho, crescendo feliz.
E a primeira medida do ano-novo tomei ontem: dispensei meu personal. Não estava dando certo com a vida que estou levando. Ele só pode pela manhã ou à noite e esses são os piores turnos pra mim. Dispensei. Pensei que ia doer mas eu senti um baita de um alívio. Essa semana vou em um estúdio de Pilates pertinho da minha casa.
Porque é assim que as coisas devem funcionar.
Levando a vida leve.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Pois é. Acabou.
E eu, lá atrás, no dia 30 de dezembro do ano passado, não tinha noção do que seria 2010, agora sei e estou viva pra contar.

• Resolvi morar junto com o Namorado. Na verdade, ele resolveu por nós. Acordou um dia, disse que estávamos indo pra passar o final-de-semana e quando eu estava instalada disse que agora era nossa casa e casa da minha mãe só de visita.
• Contra tudo todos e o mundo, segurei minha gestação. Dores horrorosas, mudança de estilo de vida. Mas agüentei. Agüentei o fato de não poder ter a “gravidez dos sonhos”, saindo, passeando, viajando e empinando meu barrigão por todo lugar. Tem gente que nem sabe que eu engravidei...
• Reencontrei os laços com minha irmã por um breve período. E foi ótimo. E acabou porque mais uma vez ela optou por viver infeliz ao lado de um homem que nos melhores dos adjetivos é um cafajeste.
• Me decepcionei com a família de Namorado. E engoli a raiva, a frustração, os sapos, porque sei que vou ter que conviver muuuuuuuuito com aquelas pessoas.
• Me casei. No papel, bonitinho. Mudei meu sobrenome e, agora, meu estado civil é outro.
• Eu e Namorado nos perdemos, nos encontramos e tivemos que, principalmente, mudar a dinâmica do nosso amor. Mas a essência, nossa união, nosso projeto de vida de ficarmos juntos não mudou.
• E principalmente: eu nasci. Porque quem nasceu fui eu, junto com Davi. Nasceram meus novos desejos, minhas novas convicções. Nasceu a vontade de cuidar de um ser humano mais do que tudo, de esquecer de mim (coisa que nunca precisei) pra lembrar das prioridades desse miudinho. Nasceu a mãe. Sofrendo, doendo, chorando. Mas nasceu. E a cada sorriso do meu Davi eu peço a Deus pra que eu seja a mãe que ele merece.

No saldo, estou muito bem. Muitas conquistas. Obrigada Universo!!!!
E que venha 2011 pra mim e pra vocês com força,luz e muitas vitórias.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal dando as caras e eu xôxa. Minha irmã deu a maior rasteira em mim e em minha mãe. "Egoísmo a gente vê por aqui".Agora não tô com saco pra contar, mas até minha mãe que sempre desculpou a filha que tem, dessa vez só critica e chora. Enfim...
O Natal não vai conseguir me alcançar.
Mas pra o resto do mundo desejo um ótimo Natal, muita comida gostosa e muita família reunida. Porque família reunida é o que importa.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Hoje o dia não tá sendo fácil.Tô cansasa, me sentindo incompetente. Incompetente como mãe, como mulher, como dona-de-casa, como filha, como irmã, como eu. Aliás, onde eu estou?
Não sei.
Queria 24h só pra mim, só pros meus pensamentos. Nunca mais conseguirei. E é esse 'nunca mais' que está me afligindo. Me aflige também o fato de que todas as pessoas que tem filho falam o quanto é sublime, perfeito e blá, blá, blá. Dão banho, arrumam a casa, fazem almoço, com os pés nas costas. E eu? Mal consigo escovar os dentes e trocar de roupa. Será meu Deus, que só sou eu? Penso que sim.
Hoje, pela primeira vez desde que Davi nasceu, consegui chorar. De tristeza. Tristeza por me sentir incapaz.
Incapaz.
é isso.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Tõ viva, tõ bem e tô sem tempo. Davi está ótimo e ocupando todos os segundos do meu corpo, mente e coração. Três meses de "ralação" e agora vem a melhor fase. Ele já reconhece as pessoas, já sabe a hora de tomar banho, já ri pro mundo e me dá o olhar mais apaixonado que recebi em toda minha vida. Tô começando a me olhar no espelho, a querer readquir a autoestima. Já voltei a malhar com meu personal. Muito diferente da minha época marombeira. Pegando levinho. Mas tô feliz. Tô ficando feliz...Deve ser o Natal. Ao contrário de muitas pessoas, eu aaaaamo essa época. Me sinto plena, realizada e "com a missão cumprida" em 2010: meu filho nasceu lindo (corujice de mãe), saudável e com a vida toda pela frente.
Quero escrever...mas agora eu tô vivendo e isso está me tomando muito tempo.

Beijos com sabor de carinho e de luz.