quarta-feira, 3 de setembro de 2008

A reforma ficou pronta...
Meu quarto ficou a coisa mais linda. A parede, que antes era verde, ficou berinjela. Ia colocar uns quadros com fotos que eu tirei em uma viagem que fiz com Namorado mas no final decidi plotar uma poesia...a coisa mais linda.
Os homens passaram exatos 20 dias dentro da minha casa. Todos os dias era a mesma coisa: acordava, tomava um banho, comia alguma coisa e pontualmente a "turma da obra" chegava. Eu passava o dia inteiro sentada em uma poltrona. Como optamos por não ter funcionária fixa, eu que joguei pedra na cruz e fiquei de vigia da casa.
Affffffffff....
Nesse meio tempo meu pai piorou e estou desconfiada que ele está com depressão.
A casa do namorado foi assaltada!!!Ele e os pais tinham saído e a casa estava vazia. Arrombaram o portão, COLOCARAM UM CARRO na garagem e levaram tv de plasma, computador , as jóias da sogra e umas roupas que ela tinha comprado um dia antes e ainda estava até com a etiqueta, os perfumes de namorado, essas coisas.
O susto foi tão grande que eles já alugaram um ap e devem estar de mudança na próxima semana. Quer saber? Apesar de tudo agradeci a Deus que não tinha ninguem em casa. Vai que eles matam bate, sequestram?
A última novidade é que tomei vergonha na cara e resolvi contratar um personal trainner. Começo segunda-feira. Projeto verão!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Apareceu uma infiltração na parede do apartamento. Coisinha um pouco preocupante porque na parede tem um espelho de uns 2 metros, que se danificar não tem jeito, tem que tirar. Chama pedreiro. O pedreiro descobre que o problema é de infiltração no meu banheiro. Quebra meu banheiro.
Minha mãe aproveita e pede pra embutir os cabos da internet e da tv a cabo na sala de televisão. Quebra a parede. Já que tem um monte de homem fazendo serviço em casa, minha mãe aproveita e resolve fazer uns retoques na pintura. Já que é assim, pinta as salas.
Pra terminar, uma das paredes do meu quarto é verde. Vamos trocar?
Pinta meu quarto também.
Avaliou a situação? É tanto pedreiro, tanto pintor dentro da minha casa que vocês não têm noção.
A sala de tv está no meio do processo. Já embutiram os cabos e a qualquer momento vou ser expulsa pra começar a pintura.
Sentar na frente do computador virou luxo.
Se alguém souber onde vende paciência me avisa que eu compro............

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Meu pai foi o primeiro amor da minha mãe. Ela só tinha 14 anos. Aos 17, ela resolveu dar pra ele. Em plenos anos 60, já viu né? Minha avó descobriu, ameaçou contar pro meu avô e eles casaram.
Acho que foi a maior merda que minha mãe fez na vida.
Depois de quatro anos, ela engravidou. Meu pai negociou um aborto, mas minha mãe foi irredutível.
Minha irmã nasceu.
Quatro anos depois, a tabelinha falhou e engravidou novamente. Meu pai implorou pra dessa vez fazer o aborto. Mais uma vez minha mãe foi irredutível.
Eu nasci.
Minha mãe queria que meu nome fosse Daniela. Meu pai foi me registrar e colocou um nome que eu absolutamente odeio. Acho que minha relação com ele já começou errada daí.
Meu pai trabalhava em um banco, trocava de carro a cada dois anos, mas a gente vivia em uma casa caindo aos pedaços. Era dinheiro contado pra roupa, comida, lazer. Ele não tava nem aí. Gastava tudo com mulher. Ele dizia “não bebo, não fumo; meu único vício é mulher”.
Pois é. Em todas, eu digo, TODAS as festinhas de aniversário, ele viajava ou saía de casa pra não participar. Até hoje ele não sabe nem a data do meu aniversário, nem quantos anos eu tenho.
A única vez que ele foi me pegar no colégio sem avisar eu estava brincando no parquinho a tia procurou não me encontrou e ele foi embora. Quando ela me achou disse que meu pai tinha estado lá. Eu disse que não, que meu pai nunca iria me pegar. Eu só tinha quatro anos e já sabia como ele era.
Meus pais se separaram quando eu tinha dez anos. Ele se apaixonou perdidamente pela amante. Arrumou as coisas e foi embora. Só foi entrar em contato comigo e com minha irmã depois de um mês. Prometia nos pegar pra passar o Natal com ele e simplesmente sumia. Ficávamos o dia 24 todo, arrumadas, sentadas na sala com a mala pronta. Uma semana depois, ligava como se nada tivesse acontecido. Quando eu estava maior, ia no prédio onde ele morava mas não podia subir. O porteiro interfonava e ele descia pra me receber. Eu não podia entrar na casa dele.
Passamos muito perrengue na vida, tanto financeiro quanto emocional. Estudávamos nas melhores escolas, mas só nós sabíamos o quanto minha mãe ralava pra pagar. Mesmo assim ela fez faculdade e se formou, à custa de muito suor, em Economia. Aos poucos ascendeu profissionalmente e posso dizer com tranqüilidade que vivemos uma vida bastante confortável.

Eu nunca ouvi que sou bonita, inteligente ou qualquer elogio vindo do meu pai. Por conta disso, sou a pessoa sem o mínimo de auto-estima num raio 300 milhões de Km. A vida toda procurei pessoas que confirmassem tudo que eu achava sobre mim. Minhas amizades eram as mais nocivas possíveis. Minhas amigas me humilhavam com requintes de crueldade. Eu deixava porque até eu achava que merecia. É por isso que hoje sou tão anti-social.
Quando as amigas deram lugar aos homens a saga continuou e até ficou pior. Meu primeiro namorado sério (o médico) tinha uma família horrorosa, que me humilhava horrores e eu agüentava calada. Quando meu amor por ele não suportou a barra e eu resolvi terminar, a máscara dele caiu e ele mostrou que era igualzinho a todos da família. Começou a dizer que eu não iria arranjar coisa melhor; que os homens nunca iriam me dar valor; que eu tinha muita sorte porque ele me amava.
Eu concordei e continuei com o relacionamento. Só que não por muito tempo. Preferi ficar só, mesmo achando que ele tinha razão.
Ao longo dos anos, conheci homens maravilhosos. Só que eu sempre dava um jeito de transformá-los em monstros pra poder confirmar dentro de mim que não sou boa suficiente. Homens lindos, legais, ricos (ou tudo isso junto) se apaixonavam. No começo, como eu pensava que não havia sentimento, era eu mesma. Eles se apaixonavam, eu me apaixonava. A kamikaze existente em mim surtava e eu me transformava em uma mulher inconstante, incoerente, obcecada.
Alguns eram sacanas de verdade (algumas vezes eu tinha realmente razão), mas outros...ah, tiveram outros que quando eu olho pra trás vejo o quanto queriam que desse certo. Só que eu não estava preparada...pra ser amada, pra confiar.
Eu, minha mãe e minha irmã viramos um time, um núcleo, uma família. Só podíamos contar com nós mesmas. Mas no meio daquilo tudo, cada uma teve suas próprias dores vindas desse homem e naquele salve-se quem puder, cada uma resolveu curar as feridas da forma que conseguiu.
Minha mãe passou a namorar homens mais sacanas da face da terra. Não bastando a falta de referência paterna, ainda convivi com figuras que até davam medo. Até que ela conheceu meu padrasto e tudo mudou. Aquele que eu chamei de pai, que tirou foto comigo na minha formatura (meu pai nem sabe em que me formei), que me deu meu primeiro abadá do bloco de Ivete no carnaval de Salvador só pra eu curar a dor de um término de namoro. O cara que ma chamava de filha.
O cara que no dia 29 de outubro de 2005, foi morto com uma bala no rosto por um menino de 19 anos que queria roubar um celular. E meu pai foi embora....
Minha irmã casou aos 21 anos. Com um homem que consegue ser pior que meu pai. Ele é ior porque não vai embora como fez meu pai e ainda diz todos os dias que ela é feia, burra, incompetente. Não falo com ele desde os primeiros meses do casamento. E, por causa disso, minha relação com ela mais parece um campo minado. Entre mim e ele, ela preferiu ficar com ele. Por muitos anos não entendia como ela não enxergava o homem que ela chama de marido; hoje, tenho pena por saber que ela procura nele o pai que nunca tivemos.

Lutei muito. Lutei pra acreditar que quando passo na rua, as pessoas olham por me achar bonita. Luto confiar quando Namorado me diz que eu sou o seu grande amor e que me esperou 15 anos até eu me apaixonar por ele. Luto para literalmente me olhar no espelho já que durante muitos anos tinha pavor de ver minha imagem refletida.
Durante muito tempo, se um homem falava de casamento comigo eu pulava fora correndo. Quando sonhava que estava grávida, acordava dizendo que tive um pesadelo. Nunca quis ter filhos pra que eles não passassem tudo que eu passei. Com Namorado, já consigo ver uma criança e sorrir. Ainda tenho crises de ansiedade, mas já me vejo grávida.

Há uns cinco meses nó descobrimos que meu pai está doente. Já separado daquela amante (que tirou tudo dele) mora numa casa caindo aos pedaços, de favor. Pra terminar está com Parkinson e em depressão.
Minha irmã virou as costas. Simplesmente disse que o problema não era dela e que já tinha muitos problemas na vida pra se preocupar com ele.
Descobri que ele tinha um dinheiro no banco, mas não o suficiente. Com ajuda da minha mãe (que é um dos seres humanos mais bondosos que conheço) peguei o dinheiro dele e metade das minhas economias e comprei um apartamento pra ele. Mandei pintar, comprei armário de cozinha, copos, pratos, panelas. Coloquei cortinas nos quartos.
Nunca contei a ele que gastei meu dinheiro. Não quero agradecimentos, palavras de carinho, nada. Pra todos os efeitos o dinheiro dele deu pra tudo isso. Ainda me comprometi a pagar as contas de condomínio, água e luz.
O apartamento está pronto há 3 meses. Ele só esteve lá uma vez. Até agora não tem planos pra se mudar. Vive feito um bicho em um quarto dos fundos de um galpão, tomando refrigerante no café da manhã porque não tem ânimo de preparar nada pra comer. Me dói saber que ele está nessa situação. Não me dói por ser exatamente meu pai e sim, por ser um homem que não tem absolutamente ninguém. Está só.
Ontem foi dia dos pais. Não liguei. Meu pai morreu vítima de um assalto.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Aí ontem eu saí pra jantar com um casal de amigos de Namorado. Particularmente, um dos casais que eu menos gosto. E ele é justamente o melhor amigo de Namorado. Não que eles sejam ruins. Pelo contrário. Eles são uns doces. Pessoas boas mesmo. Pra você ter uma idéia, ele reprovou no exame psicológico de um concurso porque só tinha 5% de agressividade. Ele tem menos agressividade que uma criança!!!
A mulher dele faz a mesma linha. Os dois são verdadeiramente almas gêmeas. O único problema deles é que adoram andar em bando. Quando eles nos chamam pra comer uma pizza na casa deles, “coisinha simples”, tem uma média de 50 pessoas. E essas sim, são super antipáticas. Sempre sou meio olhada de cima a baixo pelas mulheres gordas dos amigos deles. Sempre passo por situações constrangedoras.
Bom, enfim. A questão não é essa.
Estávamos lá, falando da cunhada do cara (casada com o irmão dele). De como, em menos de um ano de casamento, ela virou o inferno na família. De como ela é complicada, invejosa, etc, etc.
Aí a mulher do cara solta:
- Fulaninha, não gosta de ninguém.
E eu: - É?
- Ela fala mal de todo mundo.
- É?
- Já que eu tô abrindo o jogo, vou falar logo: ela até de você já falou.
(Pausa pra visualização)
Namorado e o amigo com caras de dor de barriga.
(Voltando...)
-Ela disse que aquela Lu é estranha né? E eu disse que não, que você era reservada, desconfiada mas era uma pessoa boa.
Eu sorri e mudei de assunto.
Desde ontem isso martela na minha cabeça. Porque nenhuma das duas estava errada. Eu sou estranha, reservada e desconfiada.
Elas só esqueceram uma coisa: eu tenho uma placa luminosa na minha testa com letras bem grandes POR FAVOR, ME FAÇAM DE IDIOTA!
Porque é esse o problema que permeou toda minha vida. Sempre tive pessoas ao meu redor que me queriam como um tapete, um trampolim, uma muleta.
Da minha única irmã até minhas amigas. Eu sempre fui boba. Sempre em nome do “amor” achava que tinha que fazer de tudo pelas pessoas.
Não, não caros amigos. Eu não sou a pobre coitada, o mundo não está contra mim.
A culpa é completamente minha.
E depois de todas as decepções eu me transformei na estranha, reservada e desconfiada.
Eu criei um muro.
Não é por mal, não é por ser ruim. Apenas estou tentando me reinventar, achar o equilíbrio entre me preservar e dar oportunidade para as pessoas fazerem parte da minha vida.
Ainda não consegui. E esse, é o grande desafio na minha vida. Resgatar aquela menina alegre, que acreditava no lado bom das pessoas.
Acreditar que alguém vai ser meu amigo, me dar a mão e seguir ao meu lado, apenas por gostar de mim.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Afff...quanto tempo!
Parece que tem anos que não venho aqui. O engraçado é que todos os dias passo pelos meus blogs preferidos...
Tenho também tanta coisa pra dizer, mas a distância das mãos para a cabeça é tanta que nem sei...
Bom, vamos lá. Comprei um apartamento. O único problema é que é na planta e vai demorar quase um ano e meio pra ficar pronto. Mas tudo bem. É lindo, com três quartos, suíte, dependência, duas vagas de garagem. Só perde para aquele que o proprietário desistiu do negócio. Mas quer saber? É nosso e isso já é motivo de felicidades. Quanta gente passa a vida toda lutando e não consegue a casa própria? Já me sinto abençoada.
Ah,outra coisa. Passei em um concurso!!! Super feliz. Esperando ser chamada. Pode demorar uns meses mas estarei empregada daqui a um tempo. Você pensa que eu parei? Continuo estudando feito louca. Acho que até me deu mais ânimo pra estudar.
Quanto à minha depressão, estou bem melhor. Já tem quase um mês que estou tomando remédio e a mudança está visível. Namorado até anda dizendo que estou "bem mais serena".
Bom, isso é só um aperitivo.
Estou colocando como meta vir aqui todos os dias. Prometo pelo menos tentar.
Se vou conseguir...........

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Como falar isso com calma?
Bom, não dá. Então vou à seco mesmo. O PROPRIETÁRIO DESISTIU DO NEGÓCIO!!!
Pensou bem, foi a um contador e viu que iria ter prejuízo. Sinceramente, não acho que é essa a questão. A questão é que ele não queria abrir mão de nada, não queria negociação. Nós iríamos pagar à vista, tudo super certo.
Olha, nem vou falar que fiquei puta; nem vou falar que acabei brigando com Namorado (mas já fiz as pazes); nem que mudei totalmente meus planos. Só que não tenho a mínima idéia de quais são os planos novos!!!
Mas não tô à fim de me fazer de vítima, nem de me estressar mais.
Mas que eu tô puta, eu tô.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Então...o lema da minha vida é: pra que descomplicar, se pode complicar?
Pois é. Fomos encontrar o corretor e recebemos um telefonema avisando que o proprietário iria também. Se eu estava nervosa, tripliquei. Até na roupa pensei. Não muito chique pra não parecer rica; não muito ralé pra não pensar que não tínhamos dinheiro pra pagar.
O proprietário era um rapaz muito educado. Calmo, equilibrado (pelo meu faro e algumas pesquisas acho que é promotor público). É de uma família meio cheia da grana e só comprou o ap pra investir dinheiro. Enfim...
Falou, falou (e eu gelada). Falou, falou (e minha mão tremendo). E no final só baixou 50% do máximo que esperávamos. Ficaria TOTALMENTE inviável. Elogiei o apartamento (porque não sou de desmerecer alguma coisa que quero comprar só pra baixar o preço) e pedi pra ir embora.
Quando entrei no carro, desabei no choro!!!! Acho que Namorado só não chorou porque homem não externa sentimento dessa forma, é mais frio. Ficamos arrasados.
Namorado foi pra academia nadar e eu resolvi ir com ele pra depois ele me deixar em casa. Quando estou lá, sentada, vendo Namorado nadar, o telefone toca. Era o corretor!!!!
Dizendo que pensaram bem e resolveram aceitar nossa proposta.
Vocês não têm noção. Pulei, ri, chorei. Namorado parecia criança.
Raspamos o tacho. O reveillon, que ia ser na Argentina, vai ser passado no ap (ainda bem que é perto do mar e perto de onde acontece as festas legais - dá pra ir até à pé). O carnaval, vou ver os blocos de Salvador pela televisão (...eu tô na Band ).
Mas minha alegria não tem preço!!! O maior apartamento da terra.
As vezes eu penso o que foi que eu fiz pra merecer tanta alegria...