sexta-feira, 24 de julho de 2009

Tive uma lesão na minha panturrilha por conta da minha “iniciação” à corrida e por isso fiquei uns 10 dias malhando só pra constar. Só parte superior, um saco...
Essa semana voltei com força total...eu passo o dia inventando desculpas pra não ir, mas depois que eu vou...nossa como me faz bem.
Ontem, na academia, aconteceu uma coisa interessante. Meu personal, que é super sério, disse que tem uma pessoa da academia que me acha sexy. Sexy, eu?
Ele disse que nem por tortura me contaria quem foi. Eu, apesar de morrer de curiosidade, também não quis saber. Pra quê?
Mas isso levantou uma questão dentro de mim.
Eu não sei mais o que é ser cortejada, paquerada por ninguém. Eu recebo muuuuuuuuitos elogios de Namorado, mas só dele. E eu sempre acho que ele diz que me acha bonita, inteligente, etc, etc, etc, porque me ama.
Eu, quando estou namorando, crio uma barreira, não consigo olhar para os lados e nem consigo identificar se alguém está me paquerando ou não. Sempre acho que sou meio “invisível”.
Agora que vou me casar, é pior ainda. Tenho a sensação que ninguém me nota, que ninguém me daria uma cantada. Esse elogio me fez bem; me fez lembrar que eu ainda sou interessante.
Mas....será que todas que vão se casar passam por isso? E se passam, como ainda se sentir desejada sem precisar olhar pra ninguém?
Ou o grande X da questão é se satisfazer em se sentir desejada apenas por uma pessoa?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Eu sei, eu sei, Michael Jackson é um ídolo, uma referência na cultura pop, mas.....tá bom, né?
Super respeito quem gostava dele, mas para mim, a única coisa que eu sinto por ele é pena. Pena por ter tido uma vida tão solitária, tão triste. Um cara que teve o mundo aos pés, mas o básico, o que todo mundo tem, ele não teve: família. Nossa, o que foi aquele pai? Isso prova a minha teoria: ser pai não é pra todo mundo. E não é mesmo.
Michael Jackson é a prova do que um pai pode causar em um ser humano.
Ai, ai...
Vivendo em função do apartamento. Para mim, ele tá ficando lindo...já nem prometo mais colocar fotos....hehehe.Tá tão lindo que até estou olhando a designer com outros olhos. Tô até pensando em contrata-la pra desenhar a cozinha. Namorado também tá gostando muito do resultado...
Ontem mesmo, estava com a porta do ap aberta e um homem parou só pra elogiar. Disse que está lindo....
Fiquei toda orgulhosa...mas não tenho dinheiro pra mais nada, só penso em coisas pra minha casinha.
Como é bom cuidar do nosso canto, tudo do jeito que quisermos. Nunca pensei que iria gostar tanto...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Parece que eu voltei de um sonho. Na verdade, parece aquele tipo de sonhos que a gente sabe que tá dormindo, quer acordar, mas não consegue abrir os olhos.
É bom. E é tenso. Agora tenho que redescobrir meus limites. Não fico mais chapada de
antidepressivo a ponto de não ter uma reação mais contundente. Agora posso agir com base nas minhas emoções. Genuínas emoções.
No primeiro embate, perdi. Chorei demais, gritei. Namorado assustou. Não, não foi um embate com Namorado, foi um embate com as chatices do dia a dia. Eu também me assustei, mas percebi que aquele choro era muito mais de uma criança que acaba de nascer. Com a diferença que já conhece o mundo que te espera. E tem medo; e quer força.
Aos poucos, estou redescobrindo em mim uma qualidade (ou, para alguns, defeito) que há muito tinha perdido. A capacidade de esmiuçar meus pensamentos, de analisar atitudes.
Namorado está tateando. Horas assustado, horas orgulhoso.
Na primeira metade do nosso relacionamento eu estava em depressão. Na outra metade, “dopada”. Há um mês, eu voltei a ser eu. E é maravilhoso.
Claro que existem coisas que não são maravilhosas. Percebendo como existem pessoas que são ruins, aproveitadoras. Que mundo era esse que eu habitei mo último ano que não me deixou ver que existem pessoas tão amarguradas?
“O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou”
Não sou a dona da verdade. Para alguns, os remédios para combater depressão não causam nada. Para mim, causaram. Mas se tivesse que voltar o tempo tomaria todos os dias aquele remedinho que me deixava enjoada, sonolenta e apática.
Porque, apesar de todos os sintomas, essa decisão me fez tomar as rédeas da situação e querer lutar pra viver. Pra ser feliz.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Alguem tá vivo aí?
Prometo que essa semana ainda volto.
Dia dos Namorados normal....
A saga do apartamento...
E me redecobrindo após deixar de tomar antidepressivo.......
Juro que depois conto

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Eu sempre fui uma turista de academia. Passei a minha vida inteira me matriculando e na segunda semana começava a pensar : O que eu tô fazendo aqui?
Agora, freqüentando a academia religiosamente três vezes por semana, já consigo identificar os personagens que habitam esse mundo `a parte repleto de caneleiras, anilhas, colchonetes, esteiras e bicicletas ergométricas.
O primeiro deles é o que ‘quer se matricular mas tá em dúvida’. Chega, pede informações à recepcionista, vai dar uma olhada nas instalações. Dá pra ver nitidamente o sentimento de “euforia” da criatura. Se estivesse visitando um açougue talvez tivesse mais interesse.

Aí vem o aluno do primeiro dia. Alguns, com aquelas roupas antigas (mas novinhas) com cara de que foram compradas há muito tempo só que nunca foram gastas de verdade. Nesse tipo de aluno existem dois subtipos. Um é o eufórico, que quer fazer 30 aulas em uma noite. Faz cara feia para o instrutor se ele diz que é pra começar devagar; pega mais peso e faz mais séries do que o indicado; sai da musculação vai pra aula de spinning e ainda termina o dia correndo meia hora nas esteira. Resultado: acorda tão moído que nunca mais volta.
O segundo subtipo é o tímido. Chega com uma aparência desconcertada, anda na esteira de cabeça baixa, mal troca uma palavra com o instrutor e vai embora pra nunca mais voltar.

O turista é o segundo tipo. Faz pacotes de três e às vezes até seis meses na academia, mas só vai uma vez por semana, de quinze em quinze dias. Nunca tem resultado nenhum para o corpo só que não desiste. Quando vai ao médico pra fazer alguma avaliação, reponde que pratica atividade física regularmente. Como se pagar uma atividade física regularmente fosse sinônimo....

O terceiro tipo é mais voltado para as mulheres. São as gatinhas. Independente da idade são aquelas mulheres que já nasceram gostosas. Com bunda dura, perna grossa, cabelo impecável, pele perfeita. Vão para academia para “ver e ser vista”. Só falam com os instrutores com beijinhos, dão risinho pra tudo que é lado, após cada série conferem como está o cabelo, a maquiagem (sim, a maquiagem) e, quando a primeira gota de suor ameaça cair, param tudo e vão bater-papo com um dos integrantes de seu “fã-clube”.

Os assíduos são a quarta categoria. É aquele mesmo grupo toda semana. Passa cumprimentando todo mundo. As recepcionistas te conhecem pelo nome. Você já começa a ficar por dentro de todas as fofocas das internas da academia. Nessa categoria tem aqueles que malham por conta própria (que são os mais entrosados) e tem os que malham com personal. Tô adorando fazer parte desse quarto grupo. Claro que literalmente TODOS OS DIAS eu tenho preguiça, mas quando eu to lá sentindo aquela ‘dor gostosa’ (nunca imaginei que diria isso um dia) eu vejo que vale muito à pena.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

  • Dor de estômago+300 áfitas na boca = impaciência


  • Vários canais da Sky sem pegar durante duas semanas. Principalmente o que eu mais gosto ever, TCM. Eu acho que nasci velha. Namorado não consegue entender como eu gosto de filmes de 50 anos atrás e dublado. É, eu gosto. E muito.


  • Comprei uma luminária pendente para o canto da sala numa loja chiquérrima. Tava em promoção e foi uma compra muuuito boa. Porque antes eu não podia ver uma loja de roupas em promoção . Agora, largo tudo por poltronas, puxadores, tintas.


  • Entrei em um curso de artesanato. Na verdade, o curso é intitulado ‘Arteterapia’. Só são cinco alunas e três delas somos eu, minha mãe e minha irmã. A primeira aula foi segunda-feira. E não é que você sai de lá mais leve? Vou aprender a fazer caixas forrada, souplats, porta-jóias, lembranças de casamento. Afff....essas coisas. Já comecei uma bandeja e uma caixinha (que ainda nem sei no que vai dar). Quando acabar, colocarei fotos no site. Acho que vou sair dando presentes a um monte de gente.


  • Resolvi procurar todos os médicos ao mesmo tempo. Dermatologista, pra continuar a tratar de umas manchas que apareceram no meu rosto. Ortopedista, porque de um tempos pra cá meu joelho vem me incomodando. Espero que ele não vete a minha musculação. E cardiologista porque meu projeto corrida não está avançando a contento. Meu personal diz que é frescura; eu acho que pode ter algo mais. Na dúvida, farei todos os exames. Até sexta-feira encerro minha maratona médica.


  • A pintura do apartamento acabou ontem. Quando fui olhar, decepção. Meu quarto ficou horrível, minha salta também. O pintor refez meu quarto mas não quis mexer na sala. Tô cansada. Quero acabar logo com isso. Minha mãe quer que eu refaça mas eu não tô com disposição.
    Hoje irão colocar os puxadores. O da porta principal é daqueles grandes. Super bonito(pelo menos eu acho). Até o final da semana tiro (finalmente) umas fotos e coloco aqui.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Por que será que meus pensamentos se perdem durante o caminho entre minha cabeça e os dedos toda vez que eu quero escrever pra esse blog?

Por que será que eu passei a vida toda evitando engravidar e agora que eu realmente desejo do fundo do coração, não consigo?

Por que será que eu aceito que as pessoas me façam de idiota nas mais variadas situações mas quando fazem uma idiotice totalmente relevável eu simplesmente as elimino da minha vida?

Por que será que eu acho que tenho que resolver todos os problemas das pessoas e que quando, logicamente, não consigo me sinto frustrada? (ou seja, eu vivo frustrada)

Por que será que eu tenho explicação para as falhas de todo mundo e não consigo me perdoar por nenhum tropeço meu?

Por que será que esse antidepressivo que eu tomo me tira aquela sensação de pânico mas, em compensação, me tira qualquer sensação genuína que qualquer ser humano deve sentir como saudade, nostalgia, tranqüilidade?

Por que será que tenho uma vida tão abençoada mas mesmo assim vivo com a sensação de que tem alguma coisa errada?

Por quê?